Muitas pessoas nos procuram querendo a solução segura e prática para o futuro de seus negócios e organização do seu patrimônio. Assim, é normal elas estarem apreensivas com o que está por vir e queiram saber um pouco mais sobre a minha história. Querem conhecer quem é o advogado especialista e o escritório a quem estão confiando a segurança de todo seu patrimônio e de alguns segredos de família.
Acho importante você saber da minha origem, porque eu sou apaixonado pelo que faço hoje e como eu posso ajudar gerações de famílias por meio do planejamento sucessório.
De maneira muito simples, mas com certos detalhes, você encontrará na minha trajetória nesse artigo:
1. Família
O mundo jurídico já faz parte da minha família há diversas gerações. Avós, tios-avôs, tios, primos e irmão sempre ocuparam as cadeiras da faculdade de direito. Até mesmo minha mãe, apesar de não ser de carreira jurídica, foi taquígrafa (digitadora) do Tribunal de Justiça do Amazonas.
Todos sempre muito aplicados e dedicados. Desembargadores, juízes, procuradores, analistas e advogados. Cresci nesse meio e, portanto, cursar a faculdade de Direito era quase que um caminho natural.
Durante toda a faculdade de Direito cumpri com vários estágios. A maioria em órgãos públicos (Procuradoria Geral do Estado, Polícia Civil, Tribunal de Justiça) e até fiz alguns estágios voluntários no escritório de advocacia onde meu irmão trabalhou (Portela Advogados Associados) e na Procuradoria Geral do Estado do Amazonas.
Foi justamente nessa época que tive mais contato com o Direito de Família e Sucessões. Durante todo o meu estágio no Tribunal de Justiça do Amazonas, cerca de 2 anos, fui lotado na 1ª Vara de Família e Sucessões da capital.
Fiz de tudo por lá: atendimento ao público (de pessoas humildes a grandes litigantes pelo patrimônio), juntada de petições (sim, ainda na época dos processos físicos) expedição de documentos (certidões, termos de compromissos, mandados) audiências (participava junto do juiz/conciliadora de todas as audiências) até despachos e sentenças, sempre supervisionado pela assessoria e pelo magistrado.
Vi de perto os efeitos nefastos da ausência de diálogo aberto entre pessoas, resistência de conversar sobre assuntos considerados tabus (regime de bens, morte) e, principalmente, a falta de planejamento sucessório eficiente.
Passaram pelos meus atentos olhos diversos inventários e brigas entre herdeiros. Enquanto o patrimônio (muitos deles em excelentes localizações) era deteriorado pelo avanço implacável do tempo e da natureza, os herdeiros, que um dia se abraçaram e riram juntos, agora trocavam farpas nos intermináveis processos judiciais. Desperdício de tempo, dinheiro e saúde decorrentes da falta de um planejamento eficiente que evitaria toda essa angústia.
Bom, eu ainda era jovem e, como quase todo estudante de Direito e influenciado pelos parentes mais próximos e pelo meu núcleo familiar, a meta era ser aprovado em concurso público. Fui vocacionado a acreditar que a estabilidade financeira oriunda do serviço público era a profissão mais promissora e segura. Durante muito tempo tinha predileção pela carreira da magistratura estadual...queria ser juiz.
O tempo passou. Me formei em 2012 já aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil. E, como todo recém-formado, procurei logo um trabalho sem perder a vontade do concurso público.
2. O primeiro desafio
Felizmente, no mesmo mês da festa de formatura, surgiu uma vaga em uma grande banca de advocacia de Manaus/AM (hoje, Andrade GC). A notícia me foi dada justamente pelo meu amigo/irmão de longa data e hoje meu sócio, Ricardo Kaneko.
Participei da entrevista, fui selecionado e, de repente, recém-formado e com pouca experiência no mercado da advocacia privada, me vi auxiliado por dois estagiários e gerenciando uma carteira de mais ou menos 250 processos. Foi um grande choque de responsabilidade.
Prazos toda a semana, audiências quase todos os dias, horas-extras para ajudar outras equipes, reuniões com clientes que não confiavam em um advogado tão jovem, manhãs de sábado comprometidas. O volume de trabalho era enorme...não acabava.
Porém, era com orgulho que recebia o dinheiro no final do mês. Pagava o combustível e ainda sobrava alguma coisa para sair com os amigos.
Com muita dedicação e comprometimento consegui administrar todas as minhas tarefas e conquistar a confiança dos clientes. Foi naquele escritório que tive o primeiro vislumbre da diferença que faz o empresário contar com uma assessoria jurídica de qualidade, competente e que se importa com seus valores. As lições ali aprendidas foram valiosas.
Contando desta forma parece que fiquei lá por anos, certo?! Errado. Foram menos de 8 meses, pois o "fantasma" do concurso público me assombrou novamente. 😂
A ideia, que até então não estava morta e enterrada, surgiu novamente. Pensava estar perdendo tempo. Tempo que poderia fazer um curso preparatório para concursos e me dedicar mais aos estudos.
E foi exatamente isso que eu fiz. Larguei o escritório e me matriculei no curso para concursos. Passei mais de 1 ano só em salas de aula e estudando em casa todos os dias. Nesse período fiz 3 ou 4 provas de concursos e não fui aprovado.
Seria uma inverdade dizer que durante esse tempo eu não advoguei numa ação sequer. Aqui e ali surgiam clientes (a maioria envolvendo o Direito de Família), que, em razão da minha prática e conhecimento sobre o assunto, somado com o fato de que muitos optavam por não atuar nessas causas, eu, alegremente, atendia.
3. Advocacia: O Retorno
Durante todo esse período de estudos, meu pai, que comprou a ideia do concurso junto comigo, me sustentava novamente. Isso começou a me incomodar bastante.
Jamais me arrependi de ter parado este tempo e me dedicado exclusivamente aos livros e cursos.
De repente surgiu a possibilidade de trabalhar como assessor jurídico de um Sindicato juntamente com um amigo. Mais uma vez lá estava ele: Ricardo Kaneko.
Como o trabalho no Sindicato era bem reduzido, embora o ambiente não fosse dos melhores, ainda nesse tempo eu estudava para concursos e frequentava algumas aulas. Não havia virado a chave da minha carreira.
Pouco tempo depois surgiu uma oportunidade de trabalhar como assessor jurídico em uma Secretaria Municipal. Foi quando deixei o Sindicato.
Praticamente ao mesmo tempo me juntei a um primo e tio num escritório de advocacia, onde meu irmão havia trabalhado décadas antes, no início da sua advocacia.
Não posso dizer que não havia conforto financeiro. A Secretaria pagava bem e o escritório sempre rendia dinheiro.
Foi nesse momento que eu já não pensava mais em concurso público. Sempre vi escritórios grandes e bem-sucedidos e jamais deixei de acreditar que, se os outros conseguiram eu também conseguiria. Era isso que eu queria construir, este seria meu legado.
4. O escritório BBH Advogados Associados
A segunda metade do ano de 2018 e o início do ano de 2019 foi um divisor de águas. Meu pai, que vinha de algumas internações no segundo semestre de 2018, faleceu em 02/01/2019, mesmo dia em que eu assumi um cargo de Procurador Chefe da Agência de Desenvolvimento Sustentável, uma Empresa Pública do Estado do Amazonas.
Entre passar pelo luto do meu pai e assumir novas responsabilidades, estava desmotivado tanto na administração pública quanto no escritório do meu tio. A vontade era largar tudo e começar praticamente do zero.
Me faltava alguma coisa. Eu não estava 100% realizado profissionalmente. Houve um momento em que me senti completamente acomodado, estagnado e sem perspectiva. Tinha vontade de alavancar o escritório, mas nunca havia colocado em prática. Naquele momento eu não sabia como.
Foi então que no final do ano de 2019, no meio de uma reforma do apartamento onde eu viria a morar, decidi largar tudo, a Empresa Pública e o escritório, para me dedicar integralmente a um novo projeto. Não foi fácil, o processo de tomada de decisão durou algumas semanas com várias conversas com amigos, familiares e com a Débora Braga, minha namorada (hoje noiva e, em breve, esposa).
Não lembro o dia exato, porém, o Ricardo Kaneko me procurou perguntando se eu tinha interesse em constituir uma sociedade de advocacia.
Ricardo já estava aprovado no concurso da Procuradoria Geral do Município de Manaus, aguardando nomeação e posse. Marcamos um café juntamente com um amigo que ele fez durante as várias horas de salinhas de estudo, o Samuel Hebron, que foi aprovado no mesmo concurso.
A conversa, muito franca, direta e empolgante não foi muito longa. Parecia que tudo que passamos na vida culminou para que nos reuníssemos naquela ocasião. Rapidamente vimos que compartilhávamos dos mesmos princípios e valores. Já saímos da reunião com anotações no guardanapo e com grupo de whatsapp com o nome do escritório. Ali, ainda de maneira informal, nascia o BBH Advogados Associados.
Ainda fizemos alguns churrascos na casa da minha mãe (era somente pretexto para falarmos do projeto) para traçarmos os objetivos, definirmos áreas e nichos de atuação, relação com clientes etc. Estávamos (como estamos até hoje) animados, motivados e certos de que construiríamos a melhor banca de advogados especialistas que pudéssemos, trazendo uma nova proposta para o mercado amazonense.
O foco do escritório nunca foi atuar em vários nichos, vários ramos do direito (os chamados full service). Desde o nascimento, temos como objetivo ser referência em determinadas matérias do direito, exatamente como é hoje.
No entanto, a definição de me posicionar especialmente na área do Direito de Família e Sucessões não foi intuitiva. Inicialmente tive dúvidas de como encaixar esse serviço dentro da proposta do escritório, voltado, inicialmente, para empresários.
Após algumas conversas, cursos com professores renomados, livros etc., senti mais segurança e a decisão pareceu óbvia. Claro! As experiências que tive na Vara de Família e advogando nesse nicho tornaram a decisão mais fácil.
Conhecer de perto o que acontece quando não há planejamento patrimonial e não há diálogo entre a família me habilitou a ter a sensibilidade necessária para abordar o tema de forma leve, direta e completa, analisando todos os cenários possíveis, sem esquecer da importância dos detalhes e do sentimento envolvido.
Além de pensar em soluções para evitar conflitos patrimoniais por meio do planejamento, também me especializei ainda mais para atuar em inventários e outras questões voltadas ao Direito de Família, como separações, divisão de bens, guardas etc. Como se diz, finalmente percebi que eu não escolhi o Direito de Família e Sucessões, apenas fui escolhido por eles.
Desde então estou em constante processo de aprimoramento de ferramentas que posso aplicar em cada planejamento, oferecendo mais alternativas seguras para nossos clientes.
Para finalizar, digo que fundar o BBH Advogados Associados foi a melhor decisão que já tomei na vida profissional. Amo atuar na parte de planejamento sucessório e patrimonial. É muito gratificante saber que participo do projeto de vida de várias famílias que buscam a tranquilidade, segurança e eficiência.
E você? Já deu alguma virada de chave na sua vida profissional?
Estude estratégias, converse com pessoas que já passaram por mudanças, escute a experiência delas e converse com as pessoas que serão afetadas pela sua decisão. Anote prós e contras e reflita bastante. Depois de tomá-la, se certifique que está dando 100% do seu potencial. Seu sucesso é questão de tempo!
Até a próxima, pessoal! 🙂
Luiz Augusto Blasch é especialista em Direito das Sucessões, Holding Familiar e sócio-fundador do BBH Advogados Associados. Nas horas vagas adora uma conversa regada a um bom vinho.
